A força do Frostbite

O motor gráfico Frostbite foi desenvolvido pela EA Digital Illusions CE (DICE) para os jogos da série Battlefield e agora está se expandindo aos poucos para outras séries de jogos como o próximo Mirror's Edge e Command and Conquer: Generals 2.

Em termos de jogos de guerra e tiro em primeira pessoa, a série Battlefield bate de frente com Call of Duty que usa um motor chamado IW 4, baseado no clássico motor dos jogos da série Quake, obviamente atualizado e amplamente melhorada para os dias atuais.

Porém, o Frostbite irá ser testado pela primeira vez em jogos de estratégia em tempo real com sua versão do Command & Conquer: Generals 2 que a Bioware Victory irá desenvolver para a EA. Imaginem uma das maiores distribuidoras de jogos do mundo, com a Bioware, famosa pelas séries Mass Effect e Dragon Age.




O Frostbite 2 tem em si algumas melhorias, especialmente em termos de radiosidade e mecânica de destruição de objetos. As melhorias incluem uma melhor distribuição de luz ambiente, em tempo real, usando o Geomerics da Angle. O Destruction 3.0 é o sistema de destruição de objetos na tela que fazem com que prédios inteiros venham abaixo dependendo do grau de destruição aplicado a eles, diferentemente de outros jogos que deixam os objetos intactos diante de caos e destruição.

Além disso, o Frostbite 2 tem total compatibilidade com DirectX 11, excluindo o 9 para uma melhor adequação aos novos processadores de 64 bits.

Para se ter uma idéia da qualidade deste motor gráfico, vejam o vídeo abaixo:


Jogos como a série Battlefield colocam o motor gráfico trabalhando a todo vapor, especialmente em grandes combates. Agora, com o desenvolvimento do Command & Conquer novo, o motor será colocado diante de um novo desafio que é controlar centenas de unidades distintas, combatendo entre si, sem perda de quadros e sem maiores prejuízos a imagem.

Todos que conhecem jogos de estratégia em tempo real sabem que muitos motores gráficos acabam falhando miseravelmente em manter uma coesão na estrutura das unidades e na velocidade de processamento do jogo, especialmente se houver uma muvuca de unidades acumuladas na mesma tela. Isso já ocorreu em jogos como Age of Empires e Diablo, quando a tela superlotava de unidades e o processamento travava.

Isso é culpa de um processador inadequado? Sim, mas o motor gráfico também tem sua parcela, caso não haja um melhor gerenciamento da memória do computador no decorrer do jogo.

Agora, esta será a prova final do Frostbite 2. Já sabemos que em jogos de tiro de primeira pessoa ele se dá muito bem, sem queda de qualidade ou velocidade de processamento. Talvez, as novas versões deste motor gráfico possibilitem aos desenvolvedores uma maior desenvoltura para jogos de tiro em primeira pessoa, que, como se sabe, buscam pela qualidade e a experiência realista de situações de combate.

Eu bem que gostaria de ver os próximos Mass Effects, da própria Bioware, usando este engine ao contrário do Unreal 3, que já está bem ultrapassado e batido, apesar de ser aprimorado a cada versão nova do jogo, dando um ar de novidade aos jogos.

Ainda, para que viu "Need For Speed: The Run", o engine é uma versão que a DICE criou juntamente com a desenvolvedora Black Box para o jogo, com aprimoramentos referentes a criação de pistas, física de impactos e design de veículos, trazendo uma versão mais real, podendo criar uma melhor história a uma franquia que, convenhemos, nunca teve qualquer enredo.

Vemos que o Frostbite está se tornando um grande ponto de apoio para jogos cada vez mais reais. As suas novas versões com certeza trarão uma física cada vez mais real para os grandiosos jogos da EA e subsidiárias.
A força do Frostbite A força do Frostbite Reviewed by J.R. Dib on janeiro 25, 2012 Rating: 5

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