Trilogia Assassin's Creed

Assassin’s Creed conseguiu unir aventura, intriga política e história em um pacote digno de ser usado como exemplo para gerações futuras de desenvolvedores de jogos.

O primeiro jogo, intitulado apenas Assassin’s Creed contava a história de Altair, mais novo membro de um clã de assassinos que luta contra a invasão dos Templares à terra santa. Por ser o primeiro da série, o jogo tinha suas falhas, especialmente pelo fato de ter pouca variação de tipos de missões e por Altair não poder nadar, o que foi corrigido na sequência.



Assassin’s Creed 2 trazia Ezio Auditore, filho de Giovani Auditore e herdeiro dos dons de assassino que seu pai tinha. Neste jogo a história começa a se encorpar, com o jogo inserindo uma série de fatos históricos reais e entrelaçando a vida de Ezio neles. Pessoas famosas como Leonardo Da Vinci, Maquiavel, Copérnico, Lucrécia e Rodrigo Bórgia, todos fazem parte do universo de Ezio que tem de se vingar dos Templários que mandaram matar seu pai e irmãos.

Em Assassin’s Creed: Brotherhood, uma espécie de 2.1 da série, Ezio está reerguendo o clã dos assassinos e agora começa a recrutar homens e mulheres para seu clã na investida final contra os templários da Itália.

Passando muitos anos após os fatos de Brotherhood, Revelations chegou para mostrar Ezio, agora com 52 anos, na cidade de Constantinopla/Istambul, atrás da fortaleza dos Assassinos e dos segredos guardados dentro dela por Altair. Ali, na cidade de dois continentes, Bizantinos estão em guerra contra os Otomanos pelo domínio da cidade e essa luta acaba por permitir que os Templários e os Assassinos se inflintrem na cidade com o fim de buscar uma série de chaves que abrirão os segredos guardados por Altair.



Uma das novidades de Revelations é o uso de uma espécie de lâmina garra que poderá tanto ser usada em combate como para deslizar por cordas e alcançar lugares até então inalcansáveis. Além desta nova arma, agora Ezio terá acesso a bombas de diversos tipos e um novo sistema de defesa para pontos chave do jogo que serão foco de combate constante entre templares e assassinos.



O ponto alto de Revelations é com certeza a cidade de Constantinopla/Istambul que ganha vida com os detalhes arquitetônicos e na I.A. da população. As lutas contra os soldados de todos os lados não é mais tão fácil como em Brotherhood e se aprimorar no uso da lâmina garra e das bombas é fundamental para não só conseguir terminar o jogo, mas conseguir os troféus/achievments colocados nele.

Ainda, há um sistema de domínio e defesa das cidades do Mediterrâneo que é paralelo a missão principal e não obrigatório para o término do jogo, mas que lhe fornece material para bombas e muito dinheiro.

Porém, o jogo, para ser totalmente satisfatório, deve ser jogado após todos os outros jogos tendo em vista que a Ubisoft não se deu ao luxo de sequer fazer um resumo do que havia ocorrido até então, simplesmente te colocando em meio a cenas de ação logo em seu começo.

A única benevolência da Ubisoft para os fãs foi lançar uma versão do jogo que ja vinha com o primeiro Assassin's Creed no mesmo disco (no PS3) permitindo aos jogadores novos um meio de conhecer e se viciar nesta fantástica trilogia que obviamente irá dar lugar a mais uma série de mesmo nome, mas com novos personagens e foco central.

Jogos de ação e aventura como Assassin's Creed só fazem com que os padrões melhorem, mesmo não sendo perfeitos tecnicamente (o motor gráfico tem seus problemas de carregamento), mas permitindo melhorias que podem e serão aproveitadas nas próximas gerações de jogos, sejam desta ou de outras séries.

Por João R. Dib

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