Unity, Cinnamon, Gnome3 Shell e KDE

Eu poderia começar este post com a seguinte pergunta: Unity, Cinnamon, Gnome3 Shell e KDE, qual a melhor solução para meu LINUX?

A verdade é que não existe uma resposta correta, ou seja, a escolha da melhor acaba sendo algo muito pessoal e que atenda as necessidades que procura.

Dito isso, farei uma breve análise das 4 com base na experiência que tive nos últimos tempos (como a experiência de uso pode variar de sistema para sistema, agregarei o SO que utilizei).


Unity: a interface não quebra, as coisas que costumavam funcionar ainda funcionam de forma similar e o dash vem recebendo melhorias consideráveis de desempenho. O maior problema com esta solução da Canonical é que ela ainda encontra-se muito fechada (no quisito customização) e algumas opções padrões podem não agradar muitos usuários ou até mesmo não serem intuitivas para alguns novos. Eu, por exemplo, não sou um grande aprecisador do "Global Menu" e não existe uma forma realmente eficiente de desativá-lo (sim, posso desativa-lo, mas os botões referentes as janelas não respeitam a configuração do menu). Sua utilização faz sentido no Unity, porém, o fato do menu sumir gera o descontentamento com a opção.


De todos os pontos fortes e fracos do produto da Canonical, o mais determinante para mim está relacionado ao uso de dois monitores e nisso o Unity+Compiz perde e de longe para as outras interfaces relacionadas aqui, principalmente se os monitores tiverem resoluções muito diferentes.

Cinnamon: o pessoal do Mint tem feito um trabalho espetacular com esta interface e digo que é uma das que mais me agrada atualmente. O conjunto Cinnamon+Mint é, na minha opinião, a melhor solução para um usuário final devido a sua facilidade de uso, porém, algumas melhorias também são necessárias, que por sinal a grande maioria está prevista para a versão 15 do sistema. A resposta do MENU ainda é muito lenta e as configurações da interface gráfica não estão centralizadas com as configurações do sistema. Isso gera um certo transtorno, até porque compartilham o mesmo icone. O pessoal do Mint fez alguns upgrades que a Canonical ainda não fez, como por exemplo o gerenciador de impressão. Isso, infezlimente, ainda não funciona e chega a ser frustrante manusear uma impressora nele.


Outra consideração, de certa forma, negativa, é que o painel principal pode não ser tão atrativo para muitas pessoas, pois não oferece uma forma alternativa de mostrar as janelas em execução. Acredito ser importante ter a opção de um taskbar com ícones ao invés do modelo antigo.

Dependendo do tanto de aplicativos que se tem no tray, a barra acaba ficando com uma poluição visual que desagrada, até porque muitos icones não se encaixam no padrão do sistema. Deveria haver uma forma de esconder os icones indesejados assim como no KDE.

Gnome3 Shell: esta interface é leve, bela e, ao contrário do Unity, disponibiliza os aplicativos de forma mais simples para aqueles que não sabem o que procuram. Apesar dos regressos em seus aplicativos base (do gnome), também tem se desenvolvido e caminhado para algo diferenciado. Apesar de tudo, essa, definitivamente, não é uma interface para mim. Não acho seu sistema de notificação eficiente e considero muito longo o caminho para chegar ao tray, ao painel de apps favoritos e aos aplicativos em geral. Por padrão também carece de opções de customização forçando o usuário a instalar o tweak tool. Janelas com apenas um botão (fechar) e menu centralizado também não fazem parte do meu gosto pessoal.


Em resumo, apesar de todas as inovações que seus desenvolvedores vem trazendo, eu não me encaixo em sua filosofia de uso (isso é muito pessoal).

KDE: esta é a interface que mais me surpreendeu nos últimos dias. Minha relação com o KDE é muito instável, pois já tive muitos problemas com sua versão 4.x, porém, a versão 4.10 realmente tem me surpreendido. A velocidade e melhorias em todo o pacote são realmente notáveis. Das 4 relacionadas esta foi a única que rodou em um netbook de forma surpreendente e capaz de gerenciar um monitor externo em Full HD (de forma produtiva).


Apesar de todas as qualidades do KDE, infelizmente essa não é uma interface para um usuário iniciante, pois ela é totalmente quebrável e seu reparo pode ser um "pé no sapato". São tantas as opções de configuração que chega a ser difícil achar o que procura. Fora isso, para quem vem do Gnome, o KDE parece não estar pronto para uso, ou seja, você precisa instalá-lo, customiza-lo, adicionar alguns atalhos básicos (como ctrl+alt+t) para depois poder usá-lo.

Depois de tudo isso podemos voltar a pergunta inicial de qual é a melhor? NÃO!
Para todas existirão pessoas que amam e odeiam.

Minha sugestão é que você perca um tempo com cada uma delas até se familiarizar e poder analisar os benefícios e malefícios que ela te traz. Muitas vezes você acaba se surpreendendo.
Unity, Cinnamon, Gnome3 Shell e KDE Unity, Cinnamon, Gnome3 Shell e KDE Reviewed by Marcos Garcia on fevereiro 15, 2013 Rating: 5

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