Justiça ordena Apple a desbloquear iPhone para ajudar FBI em investigação

O problema desta questão são as pessoas! Pessoas são complicadas e é impossível prever se de fato acessos serão feitos com base em reais e bem fundadas suspeitas ou provas que possibilitem tais ações, sem contar a garantia de que tais ferramentas nunca vazariam para criminosos.

O caminho mais simples, que é este, prejudica quem não faz parte da corrente de criminosos (etc, etc, etc). Todo mundo passa a ser suspeito!

Imagine um trabalho (faculdade, mestrado, que seja - muitas pesquisas serão feitas sobre o tema) que é publicado de forma digital sobre terrorismo (e qualquer coisa relacionada). Isso é suficiente para colocar esta pessoa em um estado de observação, por exemplo (alias, talvez até mesmo este post). Quem garante que isso não vai acabar em acessos a dados privados e coisas mais? Quem controla isso? Quem garante que criminosos não conseguirão o acesso aos backdoors?

No mundo real ser suspeito de algo não dá direito direto a invasão de uma morada, por exemplo, a não ser que existam provas muito concretas e todo processo é acompanhado.

Por fim, esta questão deveria ser hoje preocupação de todos e debatida pela maioria das pessoas com algum envolvimento com tecnologia (o problema é que a maioria esmagadora dos usuários da plataforma - artigo a seguir - não dão a mínima para a questão).

Em uma decisão que deve colocar ainda mais lenha na fogueira do debate sobre privacidade contra a necessidade de autoridades acessarem dados confidenciais de cidadãos, um juiz americano está ordenando a Apple a desbloquear um iPhone. O aparelho pertence a Syed Farook, um dos atiradores do massacre de San Bernardino, que em dezembro do ano passado, deixou 14 mortos no estado da Califórnia. 

O que chama atenção na ordem proferida por Eileen M. Decker é que ela obriga a Apple não a entregar os dados contidos no aparelho, mas sim, a entregar ferramentas que permitam ao FBI quebrar proteções existentes no smartphone. Mais especificamente, a justiça pede que a Maçã disponibilize – ou crie – dispositivos que liberem o iPhone e ultrapassem a medida de segurança que apaga os dados do aparelho após dez tentativas de acesso com senhas incorretas... [leia mais]

Comentários